Do total dos
67,6 milhões de domicílios recenseados, os moradores foram entrevistados em
56,5 milhões de domicílios. Foram classificados como fechados 901 mil
domicílios, em que não foi possível realizar as entrevistas presenciais, mas
havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, o IBGE utilizou uma
metodologia para estimar o número de pessoas residentes nesses domicílios
fechados. Esta é uma prática já adotada por institutos oficiais de estatísticas
internacionais de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Nova
Zelândia, igualmente já utilizada na Contagem de 2007 realizada pelo IBGE. A
metodologia consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores
de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois
foi recenseado. A escolha foi aleatória, levando em conta a unidade da
federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural.
O Censo
Demográfico encontrou ainda 6,1 milhões domicílios vagos,ou seja, aqueles que
não tinham morador na data de referência, mesmo que, posteriormente, durante o
período da coleta, tivessem sido ocupados. Casas colocadas à venda (ou de
aluguel) e abandonadas são exemplos de domicílios vagos. Os domicílios de uso
ocasional, que somaram 3,9 milhões, são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso
de fins de semana, férias ou outro fim. Já o número de domicílios coletivos
(hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos,
conventos, alojamento de trabalhadores, etc) foi de 110mil. Em 2000, do total
de 54,2 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6
milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.
Informações do IBGE
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