Parei para escrever sobre a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Bacabal. Um mundinho restrito aos parlamentares.
O que há para escrever?
Ninguém se preocupa com essa eleição por um motivo bem simples, a Câmara não faz diferença alguma na vida da sociedade bacabalense. Os próprios vereadores sabem disso. Pergunte se a presidente Ute Almeida quis concorrer à reeleição. A vereadora tem dito nos bastidores que pode concorrer a qualquer cargo eletivo no futuro, menos o de vereadora.
A cada dois anos é realizada eleição para a mesa diretora. Alguns tem uma vontade enorme de serem presidentes, o mais alto cargo do Legislativo. Mas ficam só na vontade. A vontade deles nunca é a mesma do Prefeito.
O que o Prefeito tem a ver com eleição da Câmara? Tudo. E não é so o atual prefeito não. Basta ser Prefeito.
Aquela história de que “são poderes independentes e harmônicos entre si” é mera letra morta do Artigo 2º da Lei Orgânica. A Lei foi promulgada em 1990, pelo comportamento dos edis de hoje, é tempo suficiente para justificar que não seja cumprida nesse quesito.
Essa simbiose é que levou o Poder Legislativo a não ser encarado como um poder. Vivem a apatia digna daqueles que não se sentem úteis. Dia desses, na caminhada contra as drogas, houve o lamentável registro de que nenhum vereador compareceu. Hoje todos devem comparecer, até o vereador Maninho que viu seu plano de ser presidente, barrado pelo Prefeito Lisboa, mesmo depois de ter recebido o aval dos seus colegas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentário, fique à vontade para criticar e sugerior. Denúncias podem ser enviadas para louremar@bol.com.br ou louremar@msn.com