Programa: “mais médico”, a necessidade de um “acordo semântico” para dirimir dúvida. | Blog do Louremar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Programa: “mais médico”, a necessidade de um “acordo semântico” para dirimir dúvida.










Por: José Ribamar Viana

Uma pessoa pode proferir lindas e generosas palavras, ainda assim, pode ser mal interpretado, isso porque, uma coisa, é o que foi dito, outra, é o que foi entendido. Tal fato é uma decorrência de algumas condicionantes, quais sejam: dos ouvidos, mentes, valores, momentos e do contexto de onde estar o seu intérprete inserido.

No caso do programa “mais médico”, para não continuar sendo mal compreendido por alguns, proponho o assentimento de alguns conceitos e expressões, sem o qual, não se pode dirimir dúvida, a cerca do alcance do referido programa.

Como sabemos, o programa tem duração pré-determinada. Não é pra dificultar para quem não quer, é pra facilitar pra quem quer; não é um médico pra sempre, é pra sempre ter um médico; não é a família que tem o médico, é o médico da família; não é pra curar definitivamente; é definitivamente pra remediar; não é pra receber sem trabalhar, é trabalhar pra receber; não é o paciente que está indo ao médico, é o médico que está indo ao paciente; não é o programa dos sonhos do paciente, é o sonho do paciente de ter o programa; não é o atendimento desejado, é o desejado atendimento; não é o atendimento pronto, é o pronto atendimento.

 Em uma guerra, podem ser travadas várias batalhas, por vezes, se vence a guerra, mas não vence determinada batalha, ou vence determinadas batalhas, mas não vence a guerra. E pode ainda, vencer ou perder tudo.

 Winston Churchill, primeiro ministro da Inglaterra, durante a segunda guerra mundial, em um discurso proferido, após vencer uma batalha, disse: “este não é o fim, tampouco o começo do fim. Mas, talvez, seja o fim do começo”. Aqui, com o programa “mais médico”, estamos apenas começando.

Sabemos que o programa não é perfeito, enfim, não é o fim do problema, o problema é saber como ficará após o fim. Portanto, cabe aos próximos programas serem mais bem planejados e aperfeiçoar essa experiência. Dizem que: “o presente é o lugar de construção do futuro”. Ou “o futuro é o presente em construção”.

O que não podemos é ficar parados. “Uma longa caminhada começa com o primeiro passo”. Tem que ter um início, assim, vamos iniciar com o programa, vamos vencer todas as batalhas e haveremos de vencer a guerra. “Saúde é o que interessa!”
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José Ribamar Viana é economista e advogado, sub-procurador da Prefeitura de Bacabal


3 comentários:

  1. Parabéns Dr. Viana. Gosto muito de ler suas postagens, sempre ponderadas e coerentes.

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  2. Excelente e interessante texto,palavras bem colocadas e de uma magnitude incrível. Saber ler, entender e absorver, é virtude para poucos. Parabéns meu amigo Ribamar Viana, um abraço.

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  3. Caro Viana, seu ponto de vista bate direto nas feridas, veja só os problemas de saúde e tantos outros mais que enfrentamos, como o caso aqui é a saúde, deveremos dá um tratamento especial a quem a tempo vive na UTI, mais o problema não vejo que seja a simples falta de médico, mais as estruturas despontadas pelos que convivem com tal casuísmo, ou descaso com o povo, que custeiam esse problema. Tudo isso vejo como reflexo das insatisfações "passeatas" que colocaram o problema com suas estampas coloridas pelo sangue de quem tanto dá e pouco recebe. Essa é a primeira etapa da guerra que ainda vai começar, ou seja, o POVO começou a ter ideia do que é ter direito, a saúde, segurança, comida, educAÇÃO e acima de tudo liberdade de combater o pior câncer que coroe as instituição, a tão famigerada CORRUPÇÃO, que cega e destoe a vida dos que mais necessitam de SAÚDE e de uma vida digna, que infelizmente se perdeu pelos caminhos da ambição humana, ou seja, a falta de ética. Professor Vieira

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