Por: José Ribamar Viana
Uma pessoa pode proferir lindas e generosas palavras, ainda
assim, pode ser mal interpretado, isso porque, uma coisa, é o que foi dito,
outra, é o que foi entendido. Tal fato é uma decorrência de algumas
condicionantes, quais sejam: dos ouvidos, mentes, valores, momentos e do
contexto de onde estar o seu intérprete inserido.
No caso do programa “mais médico”, para não continuar sendo
mal compreendido por alguns, proponho o assentimento de alguns conceitos e
expressões, sem o qual, não se pode dirimir dúvida, a cerca do alcance do referido
programa.
Como sabemos, o programa tem duração pré-determinada. Não é
pra dificultar para quem não quer, é pra facilitar pra quem quer; não é um
médico pra sempre, é pra sempre ter um médico; não é a família que tem o médico,
é o médico da família; não é pra curar definitivamente; é definitivamente pra
remediar; não é pra receber sem trabalhar, é trabalhar pra receber; não é o
paciente que está indo ao médico, é o médico que está indo ao paciente; não é o
programa dos sonhos do paciente, é o sonho do paciente de ter o programa; não é
o atendimento desejado, é o desejado atendimento; não é o atendimento pronto, é
o pronto atendimento.
Em uma guerra, podem
ser travadas várias batalhas, por vezes, se vence a guerra, mas não vence
determinada batalha, ou vence determinadas batalhas, mas não vence a guerra. E
pode ainda, vencer ou perder tudo.
Winston Churchill,
primeiro ministro da Inglaterra, durante a segunda guerra mundial, em um
discurso proferido, após vencer uma batalha, disse: “este não é o fim, tampouco
o começo do fim. Mas, talvez, seja o fim do começo”. Aqui, com o programa “mais
médico”, estamos apenas começando.
Sabemos que o programa não é perfeito, enfim, não é o fim
do problema, o problema é saber como ficará após o fim. Portanto, cabe aos
próximos programas serem mais bem planejados e aperfeiçoar essa experiência. Dizem
que: “o presente é o lugar de construção do futuro”. Ou “o futuro é o presente
em construção”.
O que não podemos é ficar parados. “Uma longa caminhada
começa com o primeiro passo”. Tem que ter um início, assim, vamos iniciar com o
programa, vamos vencer todas as batalhas e haveremos de vencer a guerra. “Saúde
é o que interessa!”
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José Ribamar Viana é economista e advogado, sub-procurador da Prefeitura de Bacabal

Parabéns Dr. Viana. Gosto muito de ler suas postagens, sempre ponderadas e coerentes.
ResponderExcluirExcelente e interessante texto,palavras bem colocadas e de uma magnitude incrível. Saber ler, entender e absorver, é virtude para poucos. Parabéns meu amigo Ribamar Viana, um abraço.
ResponderExcluirCaro Viana, seu ponto de vista bate direto nas feridas, veja só os problemas de saúde e tantos outros mais que enfrentamos, como o caso aqui é a saúde, deveremos dá um tratamento especial a quem a tempo vive na UTI, mais o problema não vejo que seja a simples falta de médico, mais as estruturas despontadas pelos que convivem com tal casuísmo, ou descaso com o povo, que custeiam esse problema. Tudo isso vejo como reflexo das insatisfações "passeatas" que colocaram o problema com suas estampas coloridas pelo sangue de quem tanto dá e pouco recebe. Essa é a primeira etapa da guerra que ainda vai começar, ou seja, o POVO começou a ter ideia do que é ter direito, a saúde, segurança, comida, educAÇÃO e acima de tudo liberdade de combater o pior câncer que coroe as instituição, a tão famigerada CORRUPÇÃO, que cega e destoe a vida dos que mais necessitam de SAÚDE e de uma vida digna, que infelizmente se perdeu pelos caminhos da ambição humana, ou seja, a falta de ética. Professor Vieira
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