Por: Benedito Saraiva Filho
Foram dez anos de amor.
Sem traições e sem ciúmes,
Sem brigas de grandes volumes.
Esse amor era tão lindo.
Era um amor bonito.
Desses que foram escritos,
Pelo autor de Romeu e Julieta.
Esse amor era um sonho.
E os versos que componho,
Não dão a imensidão completa.
E ele, cantor,
Cantava a alegria.
No seu peito só havia amor,
E alegria todo dia.
Nasceu uma criança, uma menina.
O fruto do grande amor.
Mas logo veio o luto, era a sina.
Aos dez meses de vida, nosso Deus a levou.
E ele, cantor,
Cantava a dor.
Cantava a dor.
Perdera sua filha.
Mas ainda tinha sua Maria
Depois de algum tempo,
Nasceu outra criança, um homenzinho,
Um canto de acalanto,
De amor e de carinho.
E ele, cantor,
Cantava a alegria.
Esquecera sua dor.
Alegravam-se os seus dias.
A alegria durou pouco.
Sua Maria ficou doente.
E ele ficava quase louco,
Quando ela chorava na sua frente.
E ele, cantor, confuso cantava.
Sua esposa estava morrendo.
Mesmo triste se conformava.
Pois seu filho com ele estava.
Mas nos últimos suspiros
Para a vida eterna,
Ela pediu para que o filho
Ficasse com a avó materna.
E ele, cantor,
Canta a emoção.
Com o peito cheio de dor,
E vivendo na solidão.
Às vezes fica sozinho
Com sua alma nua,
Cantando para as estrelas,
Como o lobo solitário canta para lua.
Só resta o carinho
E os aplausos da platéia.

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