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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Juscelino sabia que queriam matá-lo, diz ex-secretário

Da: Carta Capital

Serafim Jardim, ex-secretário de JK
Em 1976, ano de sua morte, Juscelino Kubitschek sabia das chances de se reeleger e dar curso à trajetória que daria fim ao regime militar no Brasil. A vantagem, no entanto, era motivo de preocupação dos agentes da Operação Condor, aliança político-militar entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Como comprova a carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 pelo chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, o coronel Manuel Contreras Sepulveda, para João Baptista Figueiredo. No documento, ele se dizia preocupado com a possível vitória do democrata Jimmy Carter nos Estados Unidos e o apoio a políticos de oposição ao regime militar na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK, que poderiam “influenciar seriamente a estabilidade do Cone Sul”. No ano seguinte, JK morria em agosto e Letelier, em setembro. O acidente com um Opala na Via Dutra selou a versão oficial para a morte do ex-presidente, que tentava articular a volta da democracia ao País.

Envolta em polêmicas, sua morte é um dos principais pontos a serem desvendados pela Comissão da Verdade Vladimir Herzog, da cidade de São Paulo. O órgão, que busca ajuda da Comissão Nacional da Verdade para investigar as circunstâncias que envolveram a morte de JK, realizou nesta terça-feira 13 uma audiência para buscar esclarecer o acidente que o teria matado.

Serafim Melo Jardim, secretário particular de JK em seus últimos nove anos de vida e ex-chefe de gabinete durante seu governo em Minas Gerais, disse à comissão ter certeza que o ex-presidente vinha sendo vigiado. “Eu acompanhei o presidente desde que voltou do exílio. Sempre que viajávamos ele dizia: ‘Estão querendo me matar’.”

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