Quando publiquei o post ‘Pastor da Assembléia de Deus pode ser candidato’ foi uma enorme repercussão. Primeiro por que as pessoas parecem que não lembravam que na condição de líder de um enorme contingente de fiéis o pastor Raposo é sim um nome a ser cortejado pelos políticos.
Segundo por que o assunto não estava sendo comentado na cidade. Na verdade eis o trunfo que resulta no sucesso de qualquer publicação: ter fontes privilegiadas e estar sempre antento aos acontecimentos. O mundo político é um jogo de xadrez e as pessoas não ligam para o xadrez, dá trabalho pensar. Só se interessa quem realmente gosta.
Fato é que eu especulei por ter visto sinais de que políticos estariam interessados na adesão do Pastor. No mesmo dia, coincidentemente, o senador João Alberto reuniu com lideranças da Assembléia.
Teria ido ele convidar o Pastor?
O pastor Raposo não é político. É um Pastor preparado e carismático. Quem não gostaria de ter uma pessoa dessa estirpe no seu partido como candidato ou do seu lado, como um vice? A Assembléia Deus em Bacabal historicamente é ligada a um político: o senador João Alberto.
Mas ele não foi reunir para convidar o Pastor para disputar um cargo eletivo. A reunião tratou unicamente de política mas foi voltada para o projeto que membros da Assembléia estão montando e que visa eleger vereadores.
A idéia é de que seja formado um grupo de 10 pessoas com potencial eleitoral para que sejam candidatos a vereador. Todos devem estar filiados ao PSC – Partido Social Cristão, comandado pelo evangelista Antonio Walberth. Esse grupo formará uma ala para disputar a eleição para vereador, sem coligação com qualquer outro partido. A coligação aceita será somente para o cargo de Prefeito.
Nos anos 70 o vereador Chico Sena foi o primeiro representante eleito pelos protestantes da Assembléia para a Câmara Municipal de Bacabal. Muitos anos depois, em 1996 foi eleita Márcia Diniz com 772 votos. Em 2000 foi a vez do vereador Oziel ser o ungido pelos votos dos irmãos. Nesse mesmo ano foi candidato Orlando Alencar e obteve 632 votos. Mas não era considerado representante da Igreja, era nome de consenso do colegiado de Pastores.
Hoje estima-se em 9 mil o número de fiéis da Assembléia. É um bom universo eleitoral. Resta saber para qual lado irá pender o partido no momento das coligações. Enquanto isso, os irmãos interessados em disputar uma vaga para a Câmara, continuarão a se reunir.
João Alberto diz que ele representa a Assembléia
Foi justamente nessa reunião, realizada no dia 10 de agosto, que o senador João Alberto falou pela primeira vez em ser candidato a prefeito. Levantanda a questão de que há vários nomes e o Senador não tendo nenhum nome do seu grupo para apresentar, ele apresentou a solução.
- Se continuar assim vai ser o jeito o João Alberto vir ser candidato.
Um dos presentes se animou para negociar politicamente com o Senador e disparou:
- Então poderíamos ter um candidato a vice representando a Assembléia de Deus.
Acostumado a negociações políticas com profissionais da política, nesse instante João Alberto elaborou uma frase que inutilizou qualquer discussão:
- E eu não represento bem a Assembléia?
Os irmãos, para primarem pela cortesia e educação se limitaram a um tímido “sim”.
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